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A disputa entre os Poderes pela ditadura da soberania é mesmo uma questão em aberto. O Brasil, historicamente, viveu esse embate entre presidencialismos de coalizão ou ditatoriais. A exceção do plebiscito de 1993, as discussões sobre a adoção do parlamentarismo comumente ocorreram em períodos de ebulição social. É uma questão recentíssima a discussão sobre a governabilidade pelo Judiciário. Em terra brasilis, a dialética da história é constitutiva da sua identidade, pois, formalmente, o presidencialismo é de coalizão, mas, materialmente, o Legislativo instituiu um parlamentarismo orçamentário, ao passo em que o STF vem decidindo e gerenciando os estados de exceção. Se o Abranches tem razão, o soberano ainda é o Presidente. Se Rousseau estiver certo, a soberania pertence ao Parlamento, que veicula a vontade geral. Se Schmitt estiver certo, o STF é o atual soberano. Já eu entendo ser estéril essa discussão: soberano ainda é o dinheiro.

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