Talvez o jurista mais honesto que conheci seja o Hebert Hart. O capítulo sobre a incerteza quanto à norma de reconhecimento é um escrito melancólico, no sentido freudiano. Percebe-se a ambivalência do autor quando, após longo esforço tentando encontrar as raízes da racionalidade dos tribunais quando trabalham com normas de textura aberta, joga a toalha quando nota a impossibilidade de controle ante factum da jurisdição constitucional.
